Na pacata cidade de Santo Antônio do Pinhal, no interior do Estado de São Paulo, reside o paulistano Muktatman (Ricardo Arroio). Ele conta que se tornou margii há cinco anos.  quando foi iniciado pelo Acarya Jinanananda Avadhuta, por indicação de seu amigo – e pracaraka – Gurucaran (Gustavo Prudente). Segundo ele, Gurucaran foi o primeiro margii que conheceu, e foi o brilho dos olhos dele que o levou a pensar: “eu não sei o que é, mas eu quero um pouco disso aí também”. Este, diz, é seu conselho a todos os pracarakas: “convidar com esse brilho nos olhos”, porque “faz toda a diferença na hora de trazer mais e mais praticantes”.

Depois da iniciação, Muktatman começou a aprofundar o seu entendimento do que é o Tantra, o que o levou a uma grande mudança de vida. À época, trabalhava com gestão e produção de grandes eventos, mas com a prática de meditação, passou a sentir necessidade de frequentar programas de desenvolvimento humano. Acabou fazendo disso seu trabalho atual.  “Depois que eu comecei a meditar, um milhão de coisas aconteceram, liberei muito a minha potência no mundo, e por isso eu sou muito grato a esse caminho”, diz.

Hoje, utiliza os conhecimentos e ferramentas do Tantra em diversas formas de pracar, como nas suas formações e consultas de coaching, no Programa Ser (focado na saúde integral) e no trabalho junto à ONG Wyse International http://www.wyse-ngo.org (que realiza treinamentos de liderança para jovens de diversos países do mundo).  Ele também traz seus conhecimentos para enriquecer os projetos da Ananda Marga, como nos encontros voluntários que conduziu junto às educadoras das creches da Avadhutika Ananda Jaya Acarya, em São Paulo/SP (Brasil) http://amurtsp.org/ .

Entre todas suas formas de pracar, uma das mais utilizadas é a alimentação. Ele leva a comida sutil para os eventos de culinária que promove, os programas que desenvolve (como os do Ser e do Wyse) e para projetos educativos, como o inovador “Culinária & Meditação”, que desenvolveu na Lumiar Internacional, escola da cidade onde mora.

A cozinha entrou em sua vida como herança da família e de seu tempo trabalhando em restaurantes na Austrália. Se antes sempre cozinhava com alho e cebola, depois de conhecer Ananda Marga e abrir mão destes temperos, conheceu um novo universo de sabores, cores e cheiros. “Percebi diferença que faz na minha digestão” diz.

Em todos os lugares que cozinha, ele explica o porquê de não utilizar alho e cebola. Dessa forma, tem a oportunidade de divulgar alguns aspectos da filosofia de Shrii Shrii Anandamurti. Para apoiar seu argumento, explica que outras linhas não consomem estes mesmos temperos, como os vaisnavas (hare krsnas), e os praticantes da medicina tradicional chinesa.

“As pessoas se encantam porque conseguem perceber que é possível fazer uma alimentação sutil sem abrir mão do sabor, mas sim explorando novos sabores. Como para mim a alimentação é uma paixão, ela acaba sendo uma porta de entrada para falar sobre meditação, sobre o caminho devocional, e sobre prática. Se eu fosse elencar a minha principal forma de fazer pracar, diria que a principal é através da comida”.

Receita Arroz Tailandês

Ingredientes:

1 xícara de arroz branco (agulhinha)

1 xícara de água de coco

1 xícara de leite de coco

2 folhas de capim-santo (capim-cidreira)

Raspa de meio limão

Suco de meio limão

Sal a gosto

Modo de preparo:

Lavar o arroz e deixar escorrer.

Em uma forma refratária acomodar as folhas de capim-santo inteiras no fundo do refratário, para facilitar a remoção quando ficar pronto.

Juntar o arroz lavado, a água de coco, o leite de coco, o suco de limão e o sal.

Misturar bem e provar para corrigir o sal, caso necessário.

Espalhar as raspas de limão e não mexer.

Cobrir a forma com papel alumínio e levar ao forno médio (200° C) por aproximadamente 20 minutos ou até que o líquido seque.

Retirar do forno ainda coberto, e deixar descansar por 15 min, para que o arroz fique mais soltinho.

Retirar o papel alumínio, as folhas de capim-santo e servir.

Observações:

Pode usar qualquer tipo de arroz (basmati, jasmim, integral, etc). Dependendo do tipo de arroz, a proporção de líquidos pode variar.

Caso faça a receita em grande quantidade, o tempo de cozimento pode variar.

Sugestão de acompanhamentos:

Farofa de Beterraba, chips de banana ou chips de mandioquinha.

Legumes ao curry ou moqueca vegetariana.

 

Quer indicar um #pracarakachef? Escreva para journal@d4all.org

 

1 COMMENT

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here